Guerreiro da Paz

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Guerreiro da Paz é uma procura interior e a procura da confirmação daquilo que meu íntimo sussurra: A Verdade Existe na Paz e a Paz Existe na Verdade.

A Paz é a orientação para o caminho a seguir. Nem sempre é possível ser pacífico mas é possível tentar ser pacífico no dia a dia com os outros e comigo mesmo.
Lutar pela Paz é uma contradição pois luta gera luta e violência gera violência. A verdadeira Paz está na Consciência que quando em Paz nem uma bala ou bomba a pode afectar.
E quando uma ameaça é física?
Quem ficaria a espera de ser atacado por um cão? Ou quem ficaria a espera de ser mordido por uma serpente? Ou se foge, ou se defende, ou se entrega tudo a Deus. Na situação em que não se pode fugir resta entregar a Deus ou defender e lutar pela integridade física. E como fica a Paz se me defender?

O que fazer quando o animal é um ser humano que ataca outro ser humano? A inconsciência e demência de um dá direito a tirar a vida, violar ou escravizar o outro em nome da Paz?

Quem ficaria a ver sua família ser assassinada e seus filhos violados em nome da Paz quando o Caos está presente?

A defesa da integridade é um direito que parece ir contra a Paz muitas vezes mas isso é porque ainda não existe Paz suficiente no mundo nem no coração dos homens para respeitar o seu semelhante gerando ciclos intermináveis de violências que só podem acabar quando encontrarmos a Paz interior que só virá quando a consciência pesada se libertar de todos seus "pecados".

Tem situações em que ser pacífico não resolve nada nem ajuda ou protege minha vida ou de minha família. No entanto se for pacífico em todas as outras situações em que o posso ser, o resultado será haver menos situações em que a paz não ajuda muito. O grande problema está em não ser pacífico nas situações em que é possível sê-lo criando assim sucessivas respostas e contra-respostas violentas e agressivas.

Um País como os EUA ou França ou Israel ou outro que escolhe resolver um conflito pela guerra antes de esgotar as vias pacíficas, apenas irá gerar mais violência e mais situações em que os habitantes desses países não terão hipótese de resolver pela paz. É lógico que este mundo não se regula pela Paz nem pela Verdade nem pelo Amor...

E eu regulo-me por esses valores?
Eu entendo a dualidade de valores que todos temos e que por vezes estamos mais para um lado do que para outro sendo muito variável o grau de pacifismo ou de agressividade dependendo muitas vezes do mundo exterior como por exemplo quando vejo certas notícias que aumentam minha ira e agressividade ao ponto do irracional. Esta inconstância é aquilo que me lixa e á raça humana pois ainda não regendo a vida por esses valores somos controlados para a agressividade ou inacção tal como eu sou quando fico irado ao ver notícias da crescente quebra destes valores e ao perceber o quanto tenho de remar contra a corrente para ser pacífico, verdadeiro e bondoso.
Pois não me regulo por esses valores ou já estaria preso mas oriento-me por eles até conseguir regular-me por eles. Com esses valores em vista fica mais fácil identificar os momentos em que a agressividade ou a mentira ou outra imoralidade tenta ganhar controle e fica mais fácil pôr um fim a essa resposta automática e substitui-la por uma resposta pacífica que é a minha vontade consciente.

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